Monsenhor João S. Antão
Monsenhor João da Silva Antão nasceu a 10 de março de 1933, em Campinos, Salreu (Estarreja), sendo filho de José Nunes Antão e Ana Rosa da Silva, agricultores. Foi batizado a 23 de abril de 1933 na Igreja Paroquial de São Martinho de Salreu. Ingressou no seminário aos 11 anos, no Seminário de Santa Joana Princesa, em Aveiro, e a partir de 1956 frequentou o Seminário Patriarcal de Cristo Rei dos Olivais, em Lisboa.
Depois da imigração dos seus pais para os Estados Unidos da América, continuou a formação sacerdotal no Immaculate Conception Seminary, em Darlington, da Arquidiocese de Newark, prosseguindo os estudos teológicos na Seton Hall University. Foi ordenado presbítero por Mons. Walter William Curtis, bispo auxiliar de Newark, a 7 de outubro de 1960, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Newark, New Jersey.
Iniciou o seu ministério como vigário na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Newark, onde acompanhou os imigrantes de língua portuguesa. Em 1970, foi procurado para apoiar a criação de uma nova paróquia de expressão portuguesa em Elizabeth. A 10 de maio de 1973 recebeu do Arcebispo de Newark a carta de nomeação para a organização formal da missão católica portuguesa de Elizabeth, projeto que culminou na ereção canónica da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, a 14 de maio de 1973. A nomeação como pároco seria formalizada a 4 de dezembro de 1977. Com o seu empenho foi possível não só o crescimento da nova comunidade, como a aquisição e expansão dos diversos espaços pastorais, particularmente o novo complexo paroquial e a transferência da sede da paróquia para a antiga Igreja do Sagrado Coração de Jesus, dedicada a Nossa Senhora de Fátima em 2 de outubro de 1983.
Em setembro de 1983, foi nomeado Monsenhor pelo Papa São João Paulo II. No dia 5 de outubro de 1985, no contexto do seu jubileu sacerdotal, é-lhe concedida a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo General António Ramalho Eanes, Presidente da República Portuguesa. A cidade de Elizabeth atribuiu o seu nome a uma escola, reconhecendo o seu impacto como líder comunitário no dia 17 de novembro de 2005.
Permaneceu como pároco até 2010, quando regressou a Portugal, fixando residência na sua terra natal, em Salreu, apoiando o clero da Diocese de Aveiro, particularmente dos arciprestados de Estarreja e Murtosa, enquanto a saúde permitiu, e sendo benemérito de várias associações e instituições culturais e humanitárias.
Faleceu a 15 de janeiro de 2026, no Hospital Visconde de Salreu, em Estarreja, com a saúde debilitada pela idade, deixando um legado duradouro de fé e serviço.
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